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Encantos dentro e fora da medina de Marrakech

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Praça Djemma el Fna, no centro da medina de Marrakech Caminhar por Marrakech é ser provocado a experimentar contrastes a todo instante. Imponentes muralhas dividem a cidade em duas dimensões: a medina de quase mil anos e a cidade moderna, eleita em 2015 o melhor destino da África em uma das premiações mais conceituadas do turismo. Intramuros, estão as vielas, os palácios centenários ricamente decorados com ladrilhos coloridos e a agitação dos souqs (mercados locais). Do lado de fora, são as avenidas largas e arborizadas, os prédios novos e a paisagem monocromática em ocre, cor oficial das fachadas em Marrakech. Isso sem falar da convivência nas ruas entre véus, burcas e taqiyahs (bonés arredondados usados por homens islâmicos) com minissaias, jeans e topetes cuidadosamente penteados. Costuma-se dizer por lá que é dessa mistura que vem o charme de Marrakech, a cidade mais visitada de Marrocos. Antiga sede do império marroquino, ela é a terceira maior do país _ atrás da capi...

Noite em uma tenda no Saara

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Uma fila de dromedários sacoleja pelo chão de areia avermelhada do Saara, deixando para trás mais um por do sol na duna de Erg Chebbi, a mais procurada do sul de Marrocos. Com o céu já escurecendo, os visitantes se equilibram ansiosos sobre o dorso dos animais rumo ao ponto mais esperado da viagem: acampar uma noite no maior deserto do mundo. Esqueçam barracas de camping, sacos de dormir e fogareiros. Os acampamentos destinados ao turismo no lado marroquino do Saara são versões mais charmosas, com tendas bem decoradas, cama, banheiro privativo e jantar com performances de artistas locais ao redor de uma fogueira regadas a vinho. Com disposição, é possível caminhar até o topo de uma duna próxima ao acampamento e contemplar o incrível céu e o silêncio da noite no deserto. Há opções das mais simples às mais luxuosas, cabendo ao visitante escolher aquela que melhor se ajuste ao seu bolso. Os preços variam de R$ 200 a R$ 1.250 o pernoite por pessoa.  Nas ca...

Lado B da República Dominicana

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As praias mais conhecidas da República Dominicana ficam no litoral sul, na costa de Punta Cana. São balneários com grandes resorts e hotéis all inclusive. Mas a República Dominicana tem um lado B quando o assunto é sol, mar e sossego. Ele fica no litoral norte do país, que tem como principal point a praia de Cabarete, um paraíso de velejadores e kitesurfistas.  Aqui o clima é o oposto de Punta Cana. No lugar da ostentação dos megaresorts, a orla tem hotéis menores e pousadas no legítimo estilo rústico praiano, sem deixar o conforto de lado. O mar é azul também, mas é o Atlântico e não o mar do Caribe.  À noite, a faixa de areia fofa e branquinha, que durante o dia foi ocupada por espreguiçadeiras e bagalôs, ganha um charme a mais, quando os restaurantes à beira-mar acendem suas luminárias e velas e colocam mesas e sofás na areia para o jantar. Sob as palmeiras, música ao vivo, uma brisa deliciosa e frutos do mar no prato completam o ambiente. São muitos restaurantes em...

Santo Domingo atrai por passado e caverna

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Primeira igreja fundada pelos espanhois no "Novo Mundo" A porta de entrada na República Dominica para a maioria dos visitantes é a capital, Santo Domingo. A cidade tem um título importante: é a mais antiga fundada pelos espanhois na América. As fachadas na Zona Colonial de Santo Domingo _ como eles chamam a área mais turística _ lembram, com um certo ar nostálgico, os tempos da colonização.  Ruas no centro da capital dominicana A nostalgia tem razão de ser. Hoje caminhar por essa área, a mais antiga da cidade, é se deparar com prédios mal cuidados, pobreza e violência. Fiquei apenas dois dias em Santo Domingo, o suficiente para dar conta do centro histórico e visitar o Parque Nacional Los Tres Ojos, na verdade, uma caverna encravada no meio da cidade. Um passeio imperdível. Um dos lagos da caverna Los Tres Ojos em Santo Domingo O local mais visitado no centro da cidade é a catedral de Santo Domingo, a primeira igreja fundada no continente. Santo Domingo...

Primavera na Costa Amalfitana

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Deixando para trás a famosa pizza e a caótica Nápoles, o trem parte rumo à Costa Amalfitana. O destino é Sorrento, uma cidade toda arrumadinha e muito fotogênica com suas floreiras e pés de limão nas calçadas. Ela é a porta de entrada para a Costa Amalfitana. A viagem dura cerca de uma hora e meia. A chegada na hora do almoço foi providencial. Ali encontrei o melhor restaurante da viagem ( Zi'Ntonio ), recomendado no Good Value Menu, do Guia Michelin. O nhoque à sorrentina foi de comer ajoelhado. A praça principal de Sorrento e as vielas que partem dela concentram a maioria dos restaurantes. Vista do boulevard em Sorrento Com o sol mais ameno, a viagem seguiu, então, de carro pela famosa estrada da Costa Amalfitana, construída à beira de penhascos e extremamente sinuosa. O destino foi Positano, a cerca de uma hora de Sorrento. A estrada em si é um passeio, apesar das muitas curvas. Há muitos mirantes e paisagens de tirar o fôlego. Também é possível chegar a Positano a p...